Como falar com o jornalista: termos e gírias da área

O mundo da comunicação tem muitos termos técnicos e gírias. Conhecê-los é fundamental para um bom diálogo com jornalistas na hora de emplacar sua história na mídia. Conheça os principais e fale a mesma língua!

  1. Furo

O jargão é bastante utilizado pelos jornalistas. Trata-se de uma informação desconhecida para a sociedade que é fruto de reportagem investigativa — e tende a contrariar interesses políticos e econômicos.

Segundo o Observatório da Imprensa, um dos casos mais emblemáticos de “furo” é o de Watergate, do jornal norte-americano The Washington Post, nos anos 1970. A dupla de repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein descobriu um esquema de espionagem dentro do Partido Democrata, opositor do então presidente republicano Richard Nixon, no qual ele próprio tinha envolvimento. Nixon renunciou após a publicação da investigação.

 

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  1. Exclusiva

 

A origem vem de “entrevista exclusiva”, aquela que é dada a apenas um veículo e pode levantar informações e comentários inéditos de grande interesse público.

Pode ocorrer de, em um contato com a imprensa, o jornalista gostar da sua história e pedir uma “exclusiva”. Nesse caso, é feito um acordo de você não divulgar a notícia para nenhum outro veículo, com a garantia de que sua notícia sairá no jornal, revista ou site que solicitou a exclusiva.

Para que isso ocorra, é necessária uma relação de confiança entre quem traz a notícia (o assessor de imprensa ou um porta-voz da empresa) e quem tem o poder de levá-la a público (o jornalista).

 

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  1. Gancho

 

O gancho é, geralmente, uma informação ou situação que gera potencial de render conteúdo jornalístico. Por exemplo: datas comemorativas são ganchos para reportagens.

Um clássico: no período de Natal, os noticiários usam a data como “gancho” para matérias sobre “quanto as pessoas pretendem gastar na ceia” ou “qual será a média de gastos para os presentes”.

Ao pensar no contato da sua marca com jornalistas, pense nos possíveis ganchos pertinentes ao seu negócio. Datas especiais, eventos de grande repercussão na sua cidade, mudanças de estações do ano, fatos da economia ou resultados de pesquisas. Tudo isso é gancho!

 

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  1. Box


Muito usado em veículos impressos, como jornais e revistas, o box é um recurso visual que destaca informações essenciais ao conteúdo ou o complementam com curiosidades relacionadas ao tema da reportagem. “Box” vem do termo da língua inglesa para “caixa” — e é neste formato visual em que o box tende a aparecer.

 

  1. Branded content

 

É um “conteúdo de marca”, como sugere a tradução literal para português. Ele aborda temas que fazem parte do universo das marcas que os encomendam a agências. É imprescindível que tenha relevância e utilidade para o público-alvo. O branded content anda de braços dados com o marketing digital.

 

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  1. Publieditorial

 

É um artigo patrocinado, “uma ótima forma de fugir do modelo tradicional de banners publicitários e outros tipos de anúncio saturados”, como explica a Academia UOL Host. Além disso, traz uma oportunidade única para marcas atingirem público segmentados de publicações como jornais e revistas, tanto na mídia digital quanto impressa.

 

  1. “A pauta caiu”/”Derrubar pauta”

 

Uma pauta “cair” significa que, por avaliação dos editores, não mais será publicada. Acontece com bastante frequência e, geralmente, causa frustração por parte dos assessores de imprensa e empresas.

São muitos os motivos para uma pauta cair: falta de espaço físico (no caso de veículos impressos, que dividem páginas com anúncios), perda de timing (quando a notícia fica velha) ou quando, durante a apuração, o jornalista percebe incongruências no conteúdo e decide não levar a história a público.

Caso você seja assessor de imprensa, sempre avise seu cliente que “pautas caem”. Jamais prometa a publicação, porque apenas o jornalista pode garantir isso. Lembrando que redações são compostas por vários jornalistas e, por vezes, as equipes de chefia deliberam sobre “derrubar pautas” sem que os repórteres com que você conversou saibam.

 

  1. Fechamento


Fechamento é a data de finalização de uma publicação. Trata-se do prazo final para o encerramento do trabalho. No caso de impressos, é quando os arquivos têm de ser “fechados” para irem à gráfica.

Quando um jornalista pede que o material seja enviado até uma determinada data, é porque isso está ligado à data de fechamento. Muitos profissionais falam “dealine”, que é a expressão em inglês para “fim do prazo”.

Publicações diárias, semanais e mensais têm prazos diferentes de fechamento. Ao fazer seu network com jornalistas, procure saber como são os prazos de fechamento de cada sessão, para que você possa se planejar e enviar suas sugestões no prazo.

 

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  1. Aspas


Aspas nada mais são do que declarações oficiais de um porta-voz, por escrito, para fins de publicação. É muito comum o jornalista solicitar “aspas” para uma reportagem.

 

  1. Fonte


A palavra que conhecemos como “nascente da água”, nas redações, significa a procedência de uma notícia, pode ser um porta-voz ou uma pessoa de confiança em uma instituição. A boa relação entre jornalistas e fontes é muito importante para a realização de reportagens.

No caso as assessorias de imprensa, jornalistas sempre precisam de fontes para falarem sobre determinados assuntos. Se você é um especialista em sua área, apresente-se como fonte e coloque-se à disposição para dar entrevistas.

 

  1. Stand by


Quando um jornalista diz que a pauta ficará em “stand by”, significa que ela é pertinente, mas que não tem data prevista para a publicação. Também se fala em deixar a matéria na “gaveta”, ou seja, guardar o assunto para ser usado em uma outra oportunidade. Caso isso aconteça com você, não é uma má notícia. Antes uma pauta ficar em “stand by” do que ser rejeitada!

 

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