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6 coisas que fazem o jornalista deletar um email

Em tempos digitais, com tantas informações disponíveis na internet, uma tarefa permanece complexa para marcas e negócios: estabelecer conexões eficazes com jornalistas e com a imprensa em geral. Fazer sua história chegar à caixa de emails de um repórter ou editor, sem ser apagada, é uma tarefa que requer estratégia e ferramentas eficazes de Relações Públicas.  

Deletar emails desinteressantes é uma prática comum nas redações. Há até horários em que isso mais ocorre: logo que o jornalista chega ao trabalho, por volta das 10h da manhã, na primeira checagem de emails do dia; depois, após o almoço; e, por fim, ao final do dia, antes de encerrar o expediente.

A equipe de reportagem da [MAG]ZINE entrevistou jornalistas de diversas áreas – revistas impressas com grande presença online, jornais de grande circulação, influenciadores digitais – e apurou os motivos pelos quais eles mais deletam as histórias indesejadas que chegam às suas caixas postais.

A partir desses insights, você pode se preparar melhor para escrever e enviar suas histórias na plataforma 1927.

 

 

  1. O mesmo email chega várias vezes


Assessorias de imprensa e profissionais de Relações Públicas geralmente utilizam recursos tecnológicos para o envio de emails ao jornalista. Ocorre que, por erros de programação ou quando são utilizados softwares ultrapassados, um mesmo email pode chegar repetidas vezes à caixa postal, tomando o tempo do profissional – que ja é escasso. “Esses são os releases que eu mais deleto”, diz Michell Lott, editor responsável pelo site e redes sociais da revista Casa Vogue, das Edições Globo Condé Nast, um dos principais títulos de decoração e design do país.

 

  1. O assunto não tem nada a ver com o veículo


A seleção correta dos veículos e profissionais que receberão a história é essencial para um bom resultado de assessoria de imprensa. De nada adianta disparar milhares de emails a destinatários que não têm relação com o tema do seu negócio.

“Trabalho em um veículo de notícias diárias, mas ainda recebo muito release de gastronomia, área em que trabalhei anteriormente. Esses eu deleto, porque são cadastros desatualizados”, diz Olivia Fraga, editora do site de notícias Nexo.

“Recebo MUITA coisa nada a ver. Se pelo título eu vejo que se trata de um assunto que não vai me render uma sugestão de pauta, nem perco tempo abrindo. Sinto que muitas vezes o trabalho do assessor se resume a ‘descobrir’ o email do jornalista e ter um mailing de emails gigante, não importando se ele seja o público-alvo do seu produto”, afirma a jornalista Julia Gouveia, que trabalhou como editora na revista Viagem e Turismo e atualmente escreve um caderno de atrações culturais em um dos principais jornais de São Paulo.

Na 1927, é o cliente quem faz a seleção de quem irá receber a mensagem. Uma ferramenta de Inteligência Artificial filtra os veículos por tipo (jornal, revista, rádio, TV, entre outros), por localização (cidades e estados brasileiros) e também por tema (cultura, saúde, finanças etc). Não se trata de um mecanismo de SPAM, pelo contrário.

Apesar da ferramenta fazer boa parte desse trabalho, é fundamental que você planeje para quem irá enviar suas histórias. Faça uma pesquisa básica e verifique se o destinatário realmente está ligado ao assunto da sua mensagem.

Outra vantagem da 1927 é que antes de receber a mensagem completa, o jornalista tem a opção de ler apenas o título. Caso se interesse, ele autoriza a entrega do conteúdo completo. Essa é uma forma menos invasiva e mais moderna de apresentar sua marca ao profissional de comunicação, que é bombardeado com informações o dia todo.

 

  1. A mensagem é sensacionalista


Na missão de chamar a atenção do jornalista, não se aplica a regra “vale tudo”. Muitos releases pecam por terem títulos chamativos, exagerados ou sensacionalistas. Se por um lado estas mensagens chamam a atenção em um primeiro momento, imediatamente são deletadas e o remetente pode entrar para uma “lista negra”.

Jamais caia na tentação de usar expressões exageradas ou polêmicas, apenas para ser visto. Jornalistas são profissionais críticos, exigentes e muito ocupados. Procure se aproximar deles por meio da relevância do seu conteúdo. Se você ainda não se sente seguro para escrever sua história, contrate, sob demanda, ajuda profissional na 1927.

 

  1. A mensagem exige o download de um arquivo em um link


Veículos de comunicação cujas reportagens estão ligadas a fotografias, como publicações de moda, beleza e decoração, recebem muitas mensagens de novidades, lançamentos de novos produtos e promoções.

Há casos em que o jornalista recebe mensagens com imagens em alta resolução, hospedadas em sites como WeTransfer ou similares, exigindo que o profissional clique em um link para baixá-las. Estes emails são fortes candidatos à lixeira. “Eu nunca clico em link de WeTransfer”, conta Lott.

Na plataforma 1927, você pode anexar arquivos à sua história. O ideal é enviar uma quantidade razoável de fotos em baixa resolução e, havendo interesse em publicar, o jornalista retornará. Procure nomear as imagens de forma descritiva, com o nome do produto e suas características, e não um número abstrato. Isso facilita a compreensão de quem recebe a mensagem.

 

  1. A notícia é velha ou está fora do timing


Todo veículo de comunicação é feito dentro de um prazo, com uma antecedência à publicação que varia de acordo com o tipo e com a periodicidade. Para uma revista chegar às bancas e assinantes no sábado, ela foi encerrada provavelmente na quinta ou sexta-feira.

Um caderno semanal de um jornal que circula aos domingos costuma ser concluído no meio da semana, dependendo do assunto. Revistas mensais são feitas no mês anterior à circulação: a edição de setembro é concluída em agosto, a de agosto em julho, e assim sucessivamente.

Saber do timing das publicações é muito importante para enviar sua história na hora certa. História velha, de um assunto que já passou, costuma ir para o lixo. Na opinião de Julia Gouveia, há um fator “timing” na leitura de um release.

Se recebo um release falando ‘cresce o número de intercâmbios em Paris’ e não estou fazendo nenhuma reportagem a respeito, deleto na hora. Agora, se estou trabalhando com algo do gênero, leio e guardo”, diz.

Ao enviar histórias referentes a datas comemorativas, como “Sugestões de presentes para o Dia das Crianças”, considere que se a data limite é 12 de outubro, sua mensagem deve chegar ao jornalista no mínimo duas semanas antes, no caso de uma publicação diária ou semanal. No caso de uma revista mensal, um mês antes.

 

  1. A mensagem tem erros gramaticais


Por lidarem com conteúdos o dia todo, vindos das mais diversas fontes, jornalistas não toleram erros de português. Na [MAG]ZINE teremos reportagens específicas sobre isso, mas, ao assinar a plataforma 1927, você tem direito a uma acurada verificação gramatical dos seus textos. Caso queira, pode acionar também o serviço de revisão editorial, cobrado à parte e contratado sob demanda.

Em seus conteúdos, procure alinhar o tom dos textos ao perfil do veículo com o qual quer se comunicar. Títulos voltados ao público jovem funcionam com linguagens mais descontraídas. Já os veículos tradicionais, com perfil mais conservador, pedem um tom formal. De toda forma, evite o uso de gírias, regionalismos e termos muito específicos.

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